Eles reivindicaram, nesta sexta-feira (9), pelo piso salarial da categoria, que foi suspenso pelo Superior Tribunal Federal (STF) no último domingo (4).
Profissionais de enfermagem do Ceará se reuniram em Fortaleza, na manhã desta sexta-feira (9), para uma manifestação pacífica em defesa do piso salarial da categoria. As novas faixas de remuneração tinham sido aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro, mas a lei foi suspensa pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (4).
A manifestação começou às 9h na Avenida Beira-Mar. Dezenas de profissionais da área da enfermagem reivindicaram o piso salarial. Durante o ato, a categoria usou apitos e jalecos. Os profissionais também seguraram cartazes durante a manifestação.
De acordo com a presidente interina do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará (Coren-CE), Ana Paula Lemos, a manifestação pede ao STF imparcialidade no caso que define o piso salarial da categoria que tramita há mais de 20 anos.
“Hoje a Enfermagem brasileira está nas ruas pedindo ao STF que analise com a devida imparcialidade a constitucionalidade do nosso piso salarial. Uma luta histórica, que tramita há mais de duas décadas e que, após todas as análises constitucionais, foi aprovada no Senado, na Câmara dos Deputados e sancionada pela Presidência da República no último dia 4 de agosto. Portanto, não podemos mais esperar os 60 dias sugeridos pelo ministro Barroso. A Enfermagem tem pressa em fazer cumpri a lei.”
Além da capital cearense, os atos em defesa do piso salarial da Enfermagem também acontecem na praça da rotatória do Crajubar, Juazeiro do Norte, e na praça da coluna da hora, em Sobral.

Entenda o caso
O ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no último domingo (4), a lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que cria o piso salarial da enfermagem.
A decisão do ministro é válida até que sejam analisados dados detalhados dos estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde sobre o impacto financeiro para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso. Essas informações devem ser enviadas ao STF em até 60 dias.
Barroso ressaltou que é preciso valorizar a categoria, mas que neste momento “é necessário atentar aos eventuais impactos negativos da adoção dos pisos salariais impugnados.


Fonte: G1