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PISO DA ENFERMAGEM: pela primeira vez em documento oficial, Pernambuco diz que não vai repassar mais recursos para o novo piso. Saiba os motivos

Resposta ao Hospital de Caruaru que pediu mais dinheiro para implantar piso consta de documento oficial

Sem alarde, o Blog obteve com exclusividade um primeiro documento oficial do Governo de Pernambuco, dizendo que o Estado não irá aumentar os repasses para implantação imediata do novo piso da enfermagem.

A manifestação oficial veio em resposta a notificação extrajudicial do Hospital Santa Ifigênia, de Caruaru, que cobrou do governo Paulo Câmara (PSB) o aumento do repasse, para fazer frente ao aumento imediato dos custos, com a implantação do novo piso. O Blog tinha revelado a notificação do hospital de Caruaru em primeira mão.

A resposta oficial veio através da Diretoria de Assistência a Saúde do Servidor do IRH, órgão estadual ligado à Secretaria de Administração de Pernambuco.

O órgão estadual respondeu ser impossível aumentar o repasse ao hospital, no momento, pelo “período eleitoral” e “impossibilidades de reajustes” por questões financeiras.

“Encaminho por competência a solicitação do Hospital Santa Efigênia referente as tratativas de negociação contratual. Entretanto, para iniciar as tratativas considerar o período eleitoral e as impossibilidades de reajustes neste momento”, diz a manifestação oficial.

Na semana passada, em primeira mão, o Blog revelou visita do secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD).

Padilha foi dizer ao senador que os estados não têm recursos para pagar de imediato o novo piso aos hospitais filantrópicos e terceirizados.

O secretário de Paulo Câmara foi pedir uma mesa nacional de negociação para obter mais recursos.

Na ocasião, Padilha disse que o governador Paulo Câmara não sabia de sua viagem. O secretário disse que foi falar no Senado em nome do conselho nacional de secretários de Fazenda, que preside.

A Emenda. que estabeleceu na Constituição Federal o novo piso, deu o prazo até 31 de dezembro para os estados e municípios começarem a pagar os servidores estatutários e celetistas.

Porém, todos os demais enfermeiros que trabalham indiretamente para os governos, por convênios, cooperativas, organizações sociais e outros arranjos, devem receber imediatamente o novo salário, saegundo uma interpretação jurídica.

É o caso de boa parte da rede estadual de Pernambuco, que trabalha através de convênios com entidades privadas e organizações sociais.

Hospital de Caruaru pediu que a reportagem fosse retirada do ar pelo blog, mas não foi atendido. Resposta do Estado não deve ser a esperada – Reprodução/Blog Imagem

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