De acordo com secretaria municipal de Saúde, episódio ocorreu no dia seguinte ao anúncio das medidas, mas procura se mantém alta
O chamado “passaporte da vacina” ainda não entrou em vigor na cidade do Rio de Janeiro e teve seu início adiado para 15 de setembro, mas já provoca corrida aos postos de imunização. De acordo com a secretaria municipal de Saúde (SMS), no último sábado (28), um dia após o anúncio do pacote de medidas, as unidades receberam três vezes mais público do que no sábado anterior (21).
Foram aplicadas 48.531 doses das vacinas contra Covid-19, o triplo das 15.957 administradas no dia 21. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, celebra o fato, que tem se repetido nos outros dias desde o anúncio.
“Foi impressionante. A gente aplicou 80 mil doses em pessoas que não tinham se vacinado anteriormente aos decretos, (pessoas) que já poderiam ter se vacinado e não tinham procurado uma unidade de saúde. Muitos que não tiveram como se planejar antes e se planejaram a partir dos decretos”, afirma.
A partir do dia 15 de setembro, os cariocas terão que apresentar comprovante vacinal em entrarem em academias, estádios, ginásios e pontos turísticos. O município decidiu que, além dos locais de prática esportiva e de lazer, os cariocas que não tiverem sido vacinados terão restrições para acesso ao benefício social Cartão Família Carioca e a cirurgias eletivas na rede SUS situada no município.
A medida originalmente seria implementada nesta quinta-feira (2), mas a prefeitura adiou a data de adoção das medidas em duas semanas, por conta de instabilidade no Conecte Sus, plataforma digital onde é possível acessar e imprimir o comprovante de vacinação.
“Foi um pedido dos setores regulados para que eles tivessem um tempo de adaptação. Uma série de usuários também mandou mensagem para a SMS, pedindo um tempo até que se estabilizasse o Conecte SUS para que eles pudessem procurar uma unidade de saúde para solicitar a segunda via da sua caderneta”, concluiu Soranz.
Na cidade, 90,4% do público-alvo, formado por maiores de 12 anos, já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e 45% receberam a segunda dose ou aplicação única. De acordo com relatório divulgado pela Rede Corona-Ômica fluminense, a variante Delta, mais transmissível que as demais, já responde por 86% dos casos no estado.
O avanço da linhagem originária da Índia foi responsável pelo adiamento do plano de flexibilização do município, com três fases. Originalmente, a primeira teria início nesta quinta-feira (2), desde que fosse atingida a meta de vacinar 45% da população com a segunda dose. Embora isto já tenha acontecido, a medida foi revisada pelo comitê científico do município, que determinou agora 50%.
No entanto, as autoridades municipais têm procurado deixar claro que a flexibilização depende da estabilidade de outros indicadores da pandemia, como procura de pacientes com sintomas de síndromes gripal e respiratória aguda grave, números de internações e de óbitos.
FONTE: CNN BRASIL